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Projetos Fundamentais (P1–P4)


Os quatro primeiros. Fazem parte da fase 0 e 1 do roadmap e não exigem trilha escolhida.

Todo projeto aqui segue a mesma estrutura: o que ele prova, quanto tempo leva, os passos, o entregável, e — o campo que mais importa — como saber que está pronto. Sem esse último, projeto vira gaveta.

Leia 00-regras.md antes de começar qualquer um.


P1 — Home Lab documentado

Prova que: você constrói ambientes, não só consome tutorial. Tempo: 8–15h · Precisa de: 8 GB de RAM e 100 GB livres (nível 0 do home lab explica como fazer com menos)

Passos:

  1. Instale o hypervisor — VirtualBox serve para começar, Proxmox se tiver máquina dedicada.
  2. Suba as VMs: Kali, Ubuntu Server, Windows Server (licença de avaliação) e pfSense como roteador.
  3. Segmente em VLANs e escreva por que você separou cada uma.
  4. Documente cada problema que apareceu e como você resolveu.

Entregável: diagrama de rede, decisões de segmentação e o registro dos problemas. Pronto quando: você consegue destruir e reconstruir o lab seguindo a sua própria documentação, sem consultar mais nada. Armadilha: documentar só o que funcionou. O registro do que quebrou é o que prova experiência — e é o que você vai reler daqui a seis meses. Apoio: Ludus (automação de lab) · GOAD (lab de Active Directory)


P2 — Analisador de força de senha (Python)

Prova que: programa, e entende entropia e ataque de força bruta. Tempo: 4–6h · Precisa de: Python básico

Passos:

  1. Calcule a entropia real da senha (tamanho × log₂ do alfabeto usado), não uma pontuação inventada.
  2. Cheque contra lista de senhas vazadas — rockyou.txt, ou a API do Have I Been Pwned por k-anonimato.
  3. Estime tempo de quebra para hardware real: offline com GPU, offline com CPU e online com limite de tentativa.
  4. Devolva recomendação acionável, não só uma nota.

Entregável: script de linha de comando e um README explicando o modelo de ameaça de cada cenário. Pronto quando: ele classifica corretamente Senha@123 como fraca apesar de ter maiúscula, número e símbolo — e o seu README explica por quê. Armadilha: confundir complexidade com força. Regra de composição é o que produz P@ssw0rd!; o que importa é tamanho e imprevisibilidade. Apoio: NIST SP 800-63B, seção de senhas — contradiz quase tudo que se ensinava


P3 — Parser de logs em linha de comando

Prova que: automatiza análise, que é 80% do trabalho real. Tempo: 5–8h · Precisa de: Python ou shell, e um log de verdade

Passos:

  1. Leia auth.log do Linux ou o Event Log do Windows (evento 4625 = falha de logon).
  2. Extraia tentativa falha: usuário, IP de origem, horário.
  3. Agrupe por IP e por usuário, e conte.
  4. Sinalize anomalia: muitas falhas do mesmo IP, uma falha em muitas contas (spraying), sucesso logo depois de várias falhas.
  5. Saída legível por humano e em JSON, para encadear com outra ferramenta.

Entregável: o script, mais uma amostra de log e a saída correspondente. Pronto quando: você aponta o script para um log que ele nunca viu e ele acha o padrão sem você ajustar nada. Armadilha: contar só falha por IP. O ataque que importa hoje é o contrário — uma tentativa em muitas contas, que não estoura nenhum limiar por IP. Apoio: gere log de teste atacando a sua própria VM do P1


P4 — Hardening baseline aplicado

Prova que: conhece controle de segurança na prática, e sabe medir o efeito. Tempo: 6–10h · Precisa de: uma VM descartável do P1

Passos:

  1. Rode o OpenSCAP na VM antes de qualquer mudança e guarde o relatório.
  2. Aplique um CIS Benchmark do sistema, controle por controle.
  3. Rode de novo e compare.
  4. Para cada controle que você não aplicou, escreva o motivo — quebra de compatibilidade, custo operacional, risco aceito.

Entregável: relatório com o delta antes/depois e a lista justificada de exceções. Pronto quando: você consegue defender cada exceção para alguém que pergunte "por que não aplicou este?". Armadilha: aplicar o benchmark inteiro sem testar e deixar a máquina inoperante. Hardening que quebra o serviço é revertido na segunda-feira — e a lista de exceções justificadas vale mais que a pontuação. Apoio: CIS Benchmarks · OpenSCAP · Lynis para uma segunda opinião


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