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Projetos Cloud Security (P20–P24)


Cinco projetos de nuvem. Da trilha Cloud Security, fase 2 em diante.

Se fizer só um, faça o P20. Infraestrutura como código com verificação no pipeline é o que a vaga de cloud security pede hoje, e é verificável por qualquer pessoa que abra o seu repositório.

Leia 00-regras.md antes de começar qualquer um. E aqui há uma regra a mais: conta de nuvem custa dinheiro de verdade. Configure limite de gasto e alerta de faturamento antes do primeiro terraform apply, e destrua o que subir quando terminar.


P20 — Baseline seguro em Terraform

Prova que: você faz segurança como código — a habilidade mais pedida em nuvem hoje. Tempo: 15–25h · Precisa de: uma conta de camada gratuita e Terraform instalado

Passos:

  1. Escreva um módulo de VPC e conta: rede segmentada, log ativado, raiz protegida, IAM sem curinga.
  2. Rode o Checkov e o Trivy contra o seu próprio código e corrija o que eles acharem.
  3. Para cada regra que você suprimir, escreva o motivo no código — supressão sem justificativa é dívida escondida.
  4. Monte o pipeline que bloqueia o deploy quando a varredura falha, não só avisa.
  5. Prove o bloqueio: abra um PR com um bucket público de propósito e mostre o pipeline vermelho.

Entregável: o módulo, o pipeline e a captura do PR reprovado pela verificação. Pronto quando: alguém clona o repositório, roda terraform apply na conta dele e recebe uma base segura sem editar nada. Armadilha: deixar a varredura em modo aviso. Pipeline que não quebra é documentação, não controle. Apoio: Checkov · Trivy · cursos/04-cloud-security.md


P21 — flaws.cloud com plano de remediação

Prova que: você ataca e corrige. Tempo: 10–15h · Precisa de: AWS CLI configurada

Passos:

  1. Resolva os níveis do flaws.cloud, que é um alvo feito para ser atacado — sem sair dele.
  2. Para cada nível, escreva qual configuração errada permitiu o acesso.
  3. Escreva a política IAM corrigida de cada nível, em JSON, que fecharia aquele caminho.
  4. Diga também como você detectaria aquele acesso no CloudTrail — liga direto no P22.

Entregável: writeup por nível, com a política corrigida e a detecção proposta. Pronto quando: cada nível tem as três partes: como entrou, o JSON que fecha, o alerta que pegaria. Armadilha: publicar só o writeup do ataque. Todo mundo faz isso; a metade da correção é o que te diferencia. Apoio: flaws.cloud · flaws2.cloud · CloudGoat


P22 — Detecção em CloudTrail

Prova que: blue team mais nuvem — combinação rara e bem paga. Tempo: 12–18h · Precisa de: CloudTrail ativado numa conta sua

Passos:

  1. Ative o log em todas as regiões e confirme que o evento chega ao destino.
  2. Escreva detecção para ações de IAM que importam: chave de acesso nova, política anexada, usuário criado, MFA removido.
  3. Detecte também o que o atacante faz antes: enumerar permissão, assumir papel, e desligar o próprio log.
  4. Suba o CloudGoat, execute os cenários e confira quais alertas dispararam.
  5. Meça o atraso entre a ação e o alerta — em nuvem, a entrega do log não é instantânea.

Entregável: as regras, a tabela de cenário × alerta disparado e o atraso medido. Pronto quando: você mostra um cenário do CloudGoat ponta a ponta: ação, evento bruto no log, alerta. Armadilha: confiar que o log existe. Atacante desliga CloudTrail, e o alerta que mais importa é justamente o de desligamento do log. Apoio: CloudGoat · Stratus Red Team


P23 — Auditoria multi-cloud automatizada

Prova que: você avalia postura e prioriza, em vez de despejar achado. Tempo: 10–15h · Precisa de: uma conta de camada gratuita, sua

Passos:

  1. Rode o Prowler e o ScoutSuite na sua própria conta — nunca em conta de terceiro.
  2. Compare os dois: onde discordam, e por quê.
  3. Triagem manual: separe o achado real do ruído de configuração padrão.
  4. Priorize por risco de verdade — exposição à internet e permissão excessiva primeiro.
  5. Escreva o sumário executivo com o plano de correção em ordem.

Entregável: relatório de postura com achados triados e plano de correção priorizado. Pronto quando: seu relatório cabe em uma página de decisão, com o detalhamento em anexo. Armadilha: entregar as 400 linhas de saída da ferramenta. Ninguém lê, e priorização é exatamente o trabalho que se espera de você. Apoio: Prowler · ScoutSuite · CloudFox


P24 — Hardening de Kubernetes

Prova que: entende contêiner do ponto de vista de segurança, não só de deploy. Tempo: 15–20h · Precisa de: um cluster local (kind ou minikube) e 8 GB de RAM

Passos:

  1. Suba o Kubernetes Goat localmente e explore cada cenário.
  2. Anote o que cada cenário quebra: fuga de contêiner, segredo exposto, RBAC frouxo, rede chapada.
  3. Endureça: NetworkPolicy, Pod Security Admission, RBAC mínimo, sem contêiner privilegiado.
  4. Refaça cada ataque e mostre onde ele para agora.
  5. Varra as imagens com Trivy e coloque isso no pipeline.

Entregável: manifestos de hardening e a evidência antes/depois de cada cenário. Pronto quando: cada controle que você aplicou está ligado ao ataque específico que ele impede. Armadilha: colar um YAML de hardening pronto da internet. Sem o antes/depois, você não sabe — nem prova — o que ele bloqueou. Apoio: Kubernetes Goat · Trivy · kube-bench


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