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Projetos Red Team (P13–P19)


Sete projetos ofensivos. Da trilha Red Team / Pentest, fase 2 em diante.

Se fizer só um, faça o P13. Nesta área o relatório é o produto, e é o artefato que prova que você é contratável.

Leia 00-regras.md antes de tocar em qualquer coisa. Todo alvo aqui é máquina sua ou plataforma que autoriza por escrito. Testar terceiro sem autorização é crime — Lei 12.737/2012, Art. 154-A. O passo a passo completo está em docs/pentest-completo.md.


P13 — Relatório de pentest profissional

Prova que: você escreve como consultor, não como script kiddie. Diferencial gigante. Tempo: 10–15h por relatório · Precisa de: uma máquina retired do HTB ou uma VM do VulnHub

Passos:

  1. Ataque o alvo anotando tudo enquanto faz — comando, saída, horário. Reconstruir depois nunca sai igual.
  2. Escreva o sumário executivo em uma página, sem jargão, para quem decide orçamento.
  3. Documente escopo e metodologia: o que foi e o que não foi testado.
  4. Um achado por vulnerabilidade, com severidade justificada por CVSS e o vetor à mostra.
  5. Escreva a remediação concreta — arquivo e linha quando possível, não "validar entrada".

Entregável: o relatório completo no formato de consultoria, usando templates/relatorio-pentest.md. Pronto quando: outra pessoa reproduz um achado seu seguindo só o passo a passo que você escreveu. Armadilha: despejar saída de ferramenta como se fosse achado. Dez achados verificados à mão valem mais que 200 páginas de scanner com falso positivo. Apoio: PTES · OWASP WSTG


P14 — Ferramenta de automação de recon

Prova que: programa e entende o fluxo ofensivo. Tempo: 12–20h · Precisa de: Python ou Go

Passos:

  1. Encadeie as etapas: subdomínio → resolução → porta → tecnologia → captura de tela.
  2. Saída em JSON, para encadear com outra ferramenta.
  3. Trate a parte chata: limite de taxa, tempo esgotado, execução parcial que pode continuar.
  4. Estude o código do ProjectDiscovery e veja como eles resolveram concorrência.

Entregável: a ferramenta, o README e a saída de uma execução contra alvo autorizado. Pronto quando: ela roda contra um domínio novo sem você editar nada, e você consegue interrompê-la e retomar. Armadilha: disparar tudo em paralelo sem limite. Derruba o alvo, o que conta como negação de serviço, e queima seu IP nos serviços de consulta. Apoio: ProjectDiscovery · alvos autorizados em labs/red-team-ctf.md


P15 — Pentest completo do OWASP Juice Shop

Prova que: domina o OWASP Top 10 na prática. Tempo: 15–25h · Precisa de: Docker e o Burp Suite Community

Passos:

  1. Suba o Juice Shop localmente, nunca ataque uma instância pública de terceiro.
  2. Resolva os desafios, do fácil ao difícil, anotando a mecânica de cada um.
  3. Escreva o relatório no formato do P13.
  4. Corrija o código de pelo menos três vulnerabilidades e mostre o diff — quase ninguém faz isso.

Entregável: desafios resolvidos, relatório e os três patches com explicação. Pronto quando: você explica por que cada correção resolve, e que classe de bypass ela ainda deixa aberta. Armadilha: caçar a flag sem entender. O objetivo é a mecânica da falha, não o placar. Apoio: juice-shop · PortSwigger Web Security Academy para a teoria de cada classe


P16 — Attack path em Active Directory

Prova que: entende o ambiente corporativo real, que é onde o dinheiro está. Tempo: 25–40h · Precisa de: 16 GB de RAM (nível 1 do home lab)

Passos:

  1. Suba o GOAD e deixe quebrado de propósito, como ele vem.
  2. Comece de um usuário sem privilégio, como um atacante que entrou por phishing.
  3. Colete com BloodHound e leia o grafo — o caminho está ali.
  4. Execute cada passo até Domain Admin, registrando comando e resultado.
  5. Para cada passo, escreva como detectar e como bloquear. Esta é a metade que valoriza o projeto.

Entregável: caminho completo com diagrama do BloodHound, mais a tabela de detecção e mitigação por passo. Pronto quando: você refaz o caminho do zero, sem consultar suas anotações, e explica por que cada passo funciona. Armadilha: entregar só o ataque. Quem contrata quer saber se você sabe fechar, não só abrir. Apoio: GOAD · BloodHound · Impacket


P17 — Lab de quebra de senhas

Prova que: entende hashing e política de senha na prática, com dado medido. Tempo: 6–10h · Precisa de: hashcat, e GPU ajuda mas não é obrigatória

Passos:

  1. Gere seus próprios hashes — nunca use vazamento real de terceiros.
  2. Meça a taxa do hashcat para MD5, SHA-256, bcrypt e Argon2 no seu hardware.
  3. Compare ataque de dicionário, com regra e por força bruta.
  4. Converta a medição em tempo de quebra por tamanho de senha.
  5. Escreva a recomendação de política baseada nos seus números.

Entregável: tabela de medições e a recomendação de política derivada dela. Pronto quando: sua recomendação tem número atrás, e você explica por que bcrypt muda a conta em ordens de grandeza. Armadilha: baixar vazamento real para "testar". É dado pessoal de outras pessoas, e usar isso tem implicação de LGPD além da ética. Apoio: hashcat · John the Ripper


P18 — Primeiro report válido de bug bounty

Prova que: encontra bug real em alvo autorizado. Vale mais que 10 CTFs. Tempo: indefinido — é persistência, não cronograma · Precisa de: o P15 feito antes

Passos:

  1. Leia o escopo do programa inteiro antes de testar qualquer coisa. Fora do escopo é acesso não autorizado.
  2. Escolha alvo com escopo amplo e menos concorrência, não o programa da moda.
  3. Procure lógica de negócio, não o que o scanner acha — isso já foi reportado.
  4. Escreva o report com impacto e passo de reprodução mínimo.
  5. Espere o disclosure autorizado antes de publicar qualquer coisa.

Entregável: o report aceito, e o writeup público depois da autorização. Pronto quando: um triador aceitou. Duplicata também ensina — mostra que você achou algo real. Armadilha: publicar antes do disclosure. Queima o programa, pode te tirar da plataforma, e em alguns casos tem consequência legal. Apoio: HackerOne · Bugcrowd · Bugcrowd University


P19 — Pentest de aplicação mobile

Prova que: cobre uma área com pouca concorrência. Tempo: 15–20h · Precisa de: Android Studio com emulador, ou aparelho antigo com root

Passos:

  1. Comece por Android: ferramental aberto e APK fácil de obter legalmente.
  2. Análise estática: descompile, procure segredo embutido, endpoint e chave de API.
  3. Intercepte o tráfego, o que exige lidar com fixação de certificado.
  4. Análise dinâmica com Frida: instrumente e contorne verificação local.
  5. Siga o OWASP MASTG como lista de cobertura, para não testar só o que é fácil.

Entregável: relatório no formato do P13, sobre app propositalmente vulnerável ou app seu. Pronto quando: você contorna fixação de certificado e explica por que aquela defesa não é suficiente sozinha. Armadilha: testar app de terceiro sem autorização. Estar na loja não é autorização — use alvo propositalmente vulnerável. Apoio: OWASP MASTG · Mobile Hacking Lab · a seção completa em cursos/10-mobile.md


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