Red Team / Pentest
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Ofensiva: encontrar a falha antes de quem tem má intenção, e explicar de um jeito que o time consiga corrigir.
Leia
projetos/00-regras.mdantes de qualquer coisa. Testar sistema de terceiros sem autorização escrita é crime — Lei 12.737/2012 e Art. 154-A. Nesta trilha isso não é detalhe burocrático: é a diferença entre profissão e processo criminal.
O que a função faz de fato
Ao contrário da imagem, a maior parte do tempo não é explorar. Num teste real:
- Escopo e autorização vêm primeiro, sempre por escrito
- Enumeração é a fase mais longa, e é ela que decide o resultado
- Exploração é a menor fatia do tempo
- Relatório é o entregável — o único artefato que o cliente lê
O guia completo, fase a fase, está em docs/pentest-completo.md.
Esta trilha é para você se
Você é teimoso de um jeito produtivo, gosta de entender como as coisas funcionam por dentro, e aceita escrever. Pentester que não escreve relatório bom não é contratado duas vezes.
Não é, se
Você quer só o acesso e não a explicação. Ou se espera mercado de entrada fácil: há menos vaga júnior aqui que em Blue Team, e quase toda vaga pede portfólio.
Pré-requisito
Fases 0 e 1 do roadmap, ~180h. E aqui o pré-requisito é mais rígido que nas outras trilhas: sem Linux, redes e um pouco de programação, você só roda ferramenta sem entender a saída.
O que mais pesa: HTTP (porque a maior parte do trabalho é web), Active Directory (porque é o alvo corporativo padrão) e linha de comando.
O caminho, em ordem
Fase 2B do roadmap, ~120h.
| # | O que fazer | Onde |
|---|---|---|
| 1 | Fundamentos de pentest e metodologia | cursos/03-red-team.md |
| 2 | Web, a fundo — é onde está o trabalho | PortSwigger Web Security Academy |
| 3 | Máquinas guiadas, para pegar o loop | TryHackMe |
| 4 | Máquinas sem guia, para aprender a travar | Hack The Box, VulnHub |
| 5 | Active Directory no seu lab | GOAD |
| 6 | Escrever relatório de verdade | projetos/templates/relatorio-pentest.md |
Sobre o passo 2: a Web Security Academy do PortSwigger é gratuita e é o melhor material de segurança web que existe, pago ou não. Se você fizer só uma coisa desta lista, faça ela inteira.
Plataformas completas: labs/red-team-ctf.md. Ambientes para atacar: repositorios/labs-vulneraveis.md.
O loop correto de um lab
Está em docs/metodo-de-estudo.md, e o passo que todo mundo pula é o 4: refazer do zero no dia seguinte, sem consultar nada. Resolver com walkthrough e seguir em frente não ensina.
Os projetos desta trilha
P13–P19, em projetos/03-red-team.md.
| Projeto | Por que importa |
|---|---|
| P13 — Relatório de pentest profissional | O artefato que prova que você é contratável |
| P15 — Pentest do OWASP Juice Shop | Cobertura web completa, num alvo que autoriza |
| P16 — Attack path em Active Directory | O cenário corporativo real |
| P18 — Primeiro report válido de bug bounty | Validação externa, de terceiro |
Se fizer só um: P13. E faça sobre um alvo de CTF, escrevendo como se fosse cliente pagante — formato de consultoria, sumário executivo, severidade justificada por CVSS.
Ferramentas que você vai usar de verdade
| Categoria | Ferramentas |
|---|---|
| Interceptação web | Burp Suite (a Community basta para aprender) |
| Varredura | nmap, naabu |
| Recon | subfinder, amass, httpx |
| Conteúdo e fuzzing | ffuf, feroxbuster, SecLists |
| Active Directory | BloodHound, Impacket, NetExec |
| Exploração | Metasploit, sqlmap |
| Escalada | PEASS-ng, GTFOBins, LOLBAS |
| Senhas | hashcat, John |
| Consulta diária | HackTricks, PayloadsAllTheThings |
Certificações
Ordem e faixa gratuita em docs/certificacoes.md. Para esta trilha:
- Gratuito: trilhas da TryHackMe, Bugcrowd University, PortSwigger (o conteúdo, não certificado)
- O primeiro exame que muda entrevista: um prático e hands-on. PNPT ou CPTS custam menos que OSCP e são igualmente respeitados tecnicamente
- OSCP: ainda é o nome que o RH reconhece, mas é caro. Não é porta de entrada, é investimento de fase 3
Nesta trilha, portfólio pesa mais que sigla. Um P13 bem escrito abre mais porta que um certificado básico.
Teste de saída
Você terminou esta trilha quando consegue, sem consultar nada:
- Explicar o que precisa estar no documento de autorização antes de um teste
- Enumerar um host do zero e justificar cada comando que rodou
- Explicar e demonstrar as classes do OWASP Top 10 num alvo de lab
- Fazer Kerberoasting num AD e explicar por que funciona
- Escalar privilégio em Linux e em Windows, por caminhos diferentes
- Escrever um achado com impacto de negócio, passo de reprodução e severidade justificada
- Dizer por que você não rodaria um exploit específico num ambiente de produção
O último é o que separa profissional de entusiasta.
O que perguntam em entrevista
- "Descreva sua metodologia num teste externo" — quer ver processo, não ferramenta
- "Achou uma SQLi. E agora?" — testa se você pensa em impacto e em limite de escopo
- "Como você explica risco para quem não é técnico?" — o sumário executivo virou pergunta
- "Qual foi a falha mais interessante que você achou?" — traga uma do lab, com detalhe
- "O cliente diz que o achado é falso positivo. Como você responde?" — evidência, reprodução, calma
Próximos passos
- AppSec / DevSecOps — se o que te prendeu foi a parte web e de código
- Cloud Security — porque o alvo corporativo está migrando para lá
- Malware / Engenharia reversa — se o que te prendeu foi o baixo nível
E o guia de pentest completo, que é a referência para consultar durante o trabalho, não para ler uma vez.